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SOUZA, Wladimir Alves de
Arquiteto, desenhista e restaurador.
Wladimir Alves de Souza (1908: Belém, PA – 1994: Rio de Janeiro, RJ).

1930 – Concluiu o curso de arquitetura na Escola Nacional de Belas-Artes (ENBA), Rio de Janeiro.
1931 – Conquistou o prêmio de viagem à Europa em concurso na ENBA (Prêmio Caminhoá).
1934-35 – Projetou uma série de escolas municipais no Rio de Janeiro, em colaboração com o arquiteto Enéas Silva, chefe da Divisão de Prédios e Aparelhamentos Escolares na administração do prefeito Pedro Ernesto Batista.
1936 – Associado a Enéas Silva, participou do concurso nacional de projetos para o edifício-sede do Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, conquistando o primeiro prêmio com projeto em estilo “déco-modernista”. Seu projeto seria substituído por outro, em estilo clássico, de autoria do arquiteto Luiz Eduardo Frias de Moura, mais de acordo com a preferência do ministro Arthur de Souza Costa. Também com Enéas Silva, participou de concurso de projetos para a nova sede do Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, classificando-se em segundo lugar.
1938 – Tornou-se professor catedrático de teoria e filosofia da arquitetura na ENBA.
1940 – Executou projeto para o Banco Moreira Salles, no Rio de Janeiro.
1942 – Projetou a mansão em estilo neoclássico de Fábio da Silva Prado, ex-prefeito de São Paulo, no bairro Jardim Paulistano, reproduzindo as linhas do Palácio Imperial de Petrópolis (atual sede do Museu da Casa Brasileira).
1943 – Colaborou com o empresário e colecionador de arte Raymundo de Castro Maya no trabalho de remodelação da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, realizando a reforma da antiga capela Mayrink.
ca. 1947 – A pedido de Raymundo de Castro Maia, realizou expertise sobre a autenticidade de aquarelas de Jean Baptiste Debret, adquiridas pelo colecionador.
ca. 1948 – Projetou a reforma e ampliação do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
1953 – Participou do III Congresso da União Internacional dos Arquitetos, em Lisboa, proferindo conferência sobre a arquitetura contemporânea no Brasil.
1954 – Projetou a residência de Raymundo Castro Maya no bairro carioca de Santa Teresa (atual Museu da Chácara do Céu).
1955 – Participou de concurso para provimento da cadeira de história da arte da ENBA, vencido por Mario Barata.
1958-59 – Coordenou com Geraldo Raposo Câmara a restauração do antigo convento de Santa Teresa, em Salvador, e sua adaptação para o Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia.
ca. 1970 – A convite do governador da Bahia, Luiz Vianna Filho, iniciou trabalho de revitalização do bairro histórico do Pelourinho, em Salvador.
1978 – Realizou com Édson Mota Filho a restauração do palacete da Marquesa de Santos, no bairro carioca de São Cristóvão (atual sede do Museu do I Reinado).
1981 – Publicou o livro Aspectos da arte brasileiro (Rio de Janeiro:Funarte)
1984 – Foi coordenador da publicação Guia dos bens tombados: Minas Gerais (Rio de Janeiro: Expressão e Cultura).

Como arquiteto, também desenvolveu projetos para o Banco Lar Brasileiro e o Banco do Norte, em Recife. Foi duas vezes diretor da ENBA, membro do Conselho do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e diretor-adjunto do Museu Nacional de Belas-Artes.

Seu acervo particular foi doado à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU/UFRJ).


Fontes
ARQUITETURA: a importância da memória. CREA-RJ em revista, jun. 2008
AYALA, Walmyr (Org.). Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Brasília: INL/MEC, 1980, v. 4, p. 318-319.
CAVALCANTI, Lauro. Quando o Brasil era moderno: guia de arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro: Editora Aeroplano, 2001.
< http://mario-barata.blogspot.com/2008/07/obra-do-pintor-brasileiro-antonio.html<
< http://www.museuscastromaya.com.br/chacara.htm>
< http://rememorarte.blog.br/?p=897>

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