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FREITAS, Ivan
Pintor, gravador, muralista.
Ivan Freitas (1932: João Pessoa, PB – 2006: Rio de Janeiro, RJ).

Abstracionista. “Os elementos positivos da pintura de Freitas consistem na estrutura da imagem ordenada e ligada por um severo empenho de estilo e na harmonia entre traços e cores, claramente exprimido em termos de ‘concentrada poesia’ (...) O jovem Freitas recusa a casualidade do efeito material e do gesto automático. Controla e domina cada parte da pintura com uma vontade de aprofundamento da imagem que surpreende e encanta (...)” (Giuseppe Marchiori, 1962, apud Cavalcanti e Ayala, Dicionário Brasileirode Artistas Plásticos, MEC/INL, 1973, 77).

Começou a pintar como autodidata, em sua cidade natal.
1962 – Uma bolsa da Maison de France o levou a Paris, por um ano.
1963 – Regressou ao Brasil e realizou a mostra: Ivan Freitas: Paris, 1963, na Galeria Barcinski, no Rio de Janeiro. Sua obra ficou clara e límpida: “A captação das luzes e do caráter planimétrico das metrópoles terrestres, avistadas de distâncias, intransponíveis para o Homem, estão por isso mesmo reduzidas a linhas essenciais, nessa espécie de urbanismo transcendente das telas abstratas do pintor cuja arte continua a manter uma alta qualidade espiritual.” (Antonio Bento, 1966).
1969-72 – Morou em Nova York, com patrocínio da International Telephone and Telegraph Corporation.
1984 – Realizou um mural externo, de mais de mil metros quadrados, no prédio da Escola Nacional de Música, no centro histórico do Rio de Janeiro (destruído por falta de manutenção, em 2008).
O seu legado artístico foi assim assinalado: “(...) Ivan Freitas, com toda sua trajetória passada racionalista, a representa melhor, e com maior nível de qualidade, que qualquer um dos muitos desenhistas de índole fantástica que existem por aí (...). Eis o que me conquista, definitivamente, na pintura de Ivan Freitas. Sua capacidade de propor mundos alternativos, embora visualmente fundados nos nossos, nos quais mergulhamos de cabeça, arrastados por uma poderosa e inexplicável carga simbólica, para um exercício de eficacíssima catarse.” (Olívio Tavares de Araújo, 2002).

Entre suas mostras individuais, destacam-se as seguintes:
1957 – Biblioteca Pública de João Pessoa, PB.
1960 – Galeria Pinguim, Rio de Janeiro, RJ; Museu de Arte Moderna, Salvador, BA.
1962 – Galeria Barcinski, Rio de Janeiro, RJ.
1966 e 68 – Galeria Relevo, Rio de Janeiro, RJ.
1973 – Galeria Bonino, Rio de Janeiro, RJ; Galeria Collectio, São Paulo, SP.
1974 – Bolsa de Arte, Rio de Janeir, RJ.
1975 – Galeria Arte Global, São Paul, RJ.
1977 e 80 – Galeria Paulo Prado, São Paulo, SP.
1985, 87, 89 e 93 – Galeria GB, Rio de Janeir, RJ.
1996 – Galeria Hogar, Santos, SP.
2002 – Ricardo Camargo Galeria, São Paulo, SP.

Participou, entre outras, das seguintes mostras coletivas:
1959-61 – Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, RJ.
1961-75 – Bienal de São Paul, SP.
1964 e 69 - Resumo de Arte do Jornal do Brasil, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeir, RJ.
1966 – 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas, Salvador, BA.
1995 – Opinião 65: 30 Anos, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ.


Fontes
CAVALCANTI e Ayala. Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. MEC/INL, 1973, 77).
OPINIÃO 65: 30 Anos. Textos d Wilson Coutinho e Cristina Aragão. Centro Cultural do Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ, 1995.
PONTUAl, Roberto. Arte/Brasil/hoje: 50 anos depois. Collectio, São Paulo, 1973.
< http://www.itaucultural.org.br/apliceexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction+artistas_
biografias&cd_verbete=935&cd_item=33&cd_idioma>

 

RMS