MARTIM, Eros
Pintor, ilustrador, desenhista, figurinista, cenógrafo, diretor teatral, escritor e professor.
Eros Martim Gonçalves Pereira (1919: Recife, PE – 1973: Idem).

Espírito inovador e empreendedor, manteve o ambiente teatral como seu principal objetivo, e as artes plásticas como atividade complementar.

1941 – Em sua cidade natal cursou medicina e especializou-se em psiquiatria. Ainda estudante, trabalhou em hospital de alienados, guardando dessa experiência ensinamentos para a sua atividade artística.
1942 – Foi para o Rio de Janeiro, abandonou a medicina e dedicou-se à pintura e cenografia.
1944-46 – Estudou teatro em Londres, com bolsa condedida pelo Conselho Britânico. Estagiou no centro do Old Vic, grupo teatral dedicado especialmente ao estudo de William Shakespeare. Recebeu ensinamentos de Vladimir Polunin, que foi professor em Oxford, na Slade School e no College of Drawing. Em Londres fez cenários para os palcos do Lindsay Theater e do Unity Theater. Nesta cidade realizou duas mostras individuais, em 1944 e 46.
1946 – De volta ao Brasil, fundou a Sociedade Brasileira de Marionetistas. Foi agraciado com o prêmio de cenógrafo do ano, atribuído pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais.
1949 – Viajou a Paris, com bolsa do governo francês, para fazer um curso no Instituto de Altos Estudos Cinematográficos.
1950 – Trabalhou com o diretor Alberto Cavalcanti, na Cinematográfica Vera Cruz, em São Paulo, SP.
1951 – Foi co-fundador, no Rio de Janeiro, da companhia teatral O Tablado, sob a direção de Maria Clara Machado, conhecida autora e produtora de peças infantis.
1946-52 – No Rio de Janeiro Escreveu para as páginas especializadas de O Jornal e Letras e Artes. Em Recife colaborou no Diário de Pernambuco e no Jornal do Comércio.
1953 – Foi coordenador do programa de teatro do Ensino Superior do Ministério de Educação e Cultura.
1955-61 – Criou e dirigiu a Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.
1962 – Promoveu e divulgou a obra de Constantin Stanislavski (A Construção da Personagem, A Preparação do Ator, etc.) em traduções de Pontes de Paula Lima. Neste ano fundou o Grupo Teatro Novo, no Teatro Maison de France, Rio de Janeiro.
1964-68 – Foi professor de interpretação no Museu de Arte Moderna, São Paulo, SP.
Foi professor de indumentária histórica na Escola Nacional de Belas Artes
Foi crítico teatral do jornal O Globo.
1972 – Viajou à Alemanha com bolsa da Fundação Gulbenkian, de Lisboa.

Realizou, entre outras, as seguintes mostras individuais:
1944, 46 – Londres.
1946 – Instituto dos Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro.


Fontes
LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. p. 316. Artlivre, Rio de Janeiro, 1988.
MORAIS, Frederico. Hotel Internacional/Pensão Mauá. Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro, 1986.
< http://www.tropilaclia.uol.com.br/site/internas/avant_teatro.php >
< http://www.pe-az.com.br/index.php?option=com...task..>

 

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