CORONA, Eduardo
Arquiteto.
Eduardo Corona (1921: Porto Alegre, RS – 2001: São Paulo, SP).

“Eduardo Corona foi notavelmente constante e coerente em tudo que fez e propôs. Manteve-se sempre fiel aos princípios da arquitetura moderna que o nortearam desde seus primeiros anos de estudante na ENBA. Dedicou-se incansavelmente às causas ligadas à profissão e ao ensino de arquitetura. Através do estudo de sua produção, é possível notar que a seleção de obras referenciais em arquitetura não constitui um universo fechado, e a compreensão do seu significado deve ser entendida como um processo dinâmico de trabalho coletivo.” (Ricardo Carranza. Trajetórias: arquiteto Eduardo Corona. Disponível em: <http://www.arquitetonica.com/trajet%C3%B3rias%20-%20arquiteto%20eduardo%20corona.htm>).

1943 – Organizou um escritório de arquitetura quando ainda era estudante na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), no Rio de Janeiro.
1943-49 – Colaborou com os arquitetos Affonso Reidy, Sérgio Bernardes, Jorge Moreira, Francisco Saturnino de Brito e Hélio Uchoa Cavalcanti. Trabalhou como estagiário e colaborador de Oscar Niemeyer no detalhamento do conjunto da Pampulha, em especial da igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte, no projeto do prédio do Banco Boa Vista, no Rio de Janeiro, e no projeto do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, SP.
1946 – Formou-se pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
1947 – Venceu o concurso para a construção do Conjunto Residencial Carmela Dutra, no Rio de Janeiro.
1947-48 – Exerceu os cargos de secretário e tesoureiro do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), no Rio de Janeiro.
1949 – Iniciou carreira de professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), como assistente do Luiz Anhaia Mello. Foi membro da diretoria do departamento de São Paulo do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-SP).
1949-52 – A convite de Hélio Duarte, colaborou no programa Convênio Escolar, projetando numerosos edifícios escolares, entre os quais, o Colégio Estadual da Penha, na capital paulista.
1951-53 – Foi agraciado com o Prêmio Governador Valadares, nas três primeiras edições do Salão Paulista de Belas Artes e de Arte Moderna.
1953-54 – Projetou o edifício residencial Avenida 9 de Julho e, juntamente com os arquitetos Roberto Tibau e Antonio Carlos Pitombo, o planetário do Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
1953-66 – Trabalhou no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), junto à Câmara Especializada de Arquitetura, como representante das entidades de classe (IAB-SP) e das instituições de ensino.
1955-56 – Fez os projetos da fábrica de caixas registradoras da empresa Rena e do edifício residencial Jorge Bey Maluf, na capital paulista.
1957 – Tornou-se professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie. 1957-58 – Projetou a residência de Abrahão Rotberg, na capital paulista, e a Escola Técnica Federal de Jundiaí, SP.
1960 – Chefiou a delegação brasileira ao X Congresso da Federação Pan-americana de Arquitetos, em Buenos Aires.
1961 – Projetou o edifício do Departamento de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (prêmio do IAB na categoria edifícios educacionais em 1967) e, em colaboração com Adolpho Rubio Morales, o prédio da Rádio e Televisão Bandeirantes, na capital paulista. Foi membro do júri internacional da 6ª Bienal de Arte de São Paulo e delegado do Brasil à Assembleia da Union Internationale des Architectes (UIA), em Londres.
1966-71 – Foi um dos principais redatores da revista Acrópole – arquitetura, urbanismo e decoração, editada em São Paulo
1972 – Projetou o campus da Universidade Braz Cubas e Farias Brito, posteriormente Universidade de Guarulhos, em Mogi das Cruzes (SP), onde se tornou professor.
1978 – Foi o responsável pelos projetos de agências bancárias em Itapira, Casa Verde e Santos (SP).
1981 – Tornou-se professor titular da FAU/USP.
1991-96 – Voltou a trabalhar no CREA-SP.

Publicou os livros Dicionário da arquitetura brasileira (1972), em colaboração com Carlos Lemos, e Oscar Niemeyer: uma lição de arquitetura (2001).


Fontes
CAVALCANTI, Lauro. Quando o Brasil era moderno. Guia de Arquitetura 1928-1960. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2001, p. 84.
GALEAZZI, Ítalo. Eduardo Corona: estudo de uma residência unifamiliar. Arquitextos, São Paulo, 06.066, Vitrivius, nov. 2005. Disponível em:
< http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.066/405>
< http://sistemas3.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=45150>
< http://www.piniweb.com.br/construcao/noticias/arquitetura-perde-eduardo-corona-83086-1.asp>

MCS